Charles Chaplin
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Só depende de mim!
Charles Chaplin
sábado, 21 de setembro de 2019
Apenas "bichos"?
🐶❤"Há não muito tempo, alguém me perguntou:
Você deixa de viajar por não ter com quem deixar seu animalzinho?
Sorri, porque esse alguém apenas não entende o que é: – apenas um animalzinho–
De vez em quando escuto alguem dizer: " Para com isso! É apenas um animal/ bicho!"
Ou então: " Mas é muito dinheiro para se gastar com ele…é apenas um bicho!"
Estas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam "apenas um bicho".
Muitos de meus melhores momentos me foram trazidos por " apenas um bicho". Por muitas vezes em minha vida, a minha unica companhia era "apenas um bicho"
Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por " apenas um bicho". E nos dias mais sombrios, o toque de "apenas um bicho”me deu forças para seguir em frente.
E se voce é daqueles que pensam que ele é "apenas um bicho", voce também deve entender as expressões " apenas um amigo", "apenas um sol" "apenas uma promessa" etc…
"Apenas um bicho" deu a minha vida a verdadeira essência da amizade, da confiança e da felicidade.
"Apenas um bicho" faz aflorar compaixão e a paciência , que fazem de mim, uma pessoa melhor.
Porque para mim e para pessoas como eu, não se trata de "apenas um bicho", mas da incorporação de todos os sonhos e da esperança do futuro. Das lembranças afetuosas do passado; da pura felicidade do momento presente.
"Apenas um bicho" faz brotar o que há de bom em mim e dissolve meus pensamentos e as preocupações do meu dia.
Eu espero que algum dia , as pessoas entendam que não é "apenas um bicho" , mas aquilo que me torna mais humano e permite que eu não seja "apenas um homem".
Então, da próxima vez em que voce escutar a frase
"é apenas um bicho", apenas sorria para essas pessoas porque elas apenas não entendem."
➡️ PADRE FÁBIO De MELO
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Encerrando ciclos
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Gloria Hurtado
Não entendemos...
Às vezes nós não entendemos alguns sofrimentos pelos quais passamos; às vezes nós não entendemos algumas separações; às vezes nós não entendemos algumas dores que temos que passar; às vezes nós não conseguimos compreender porque Deus permite que a gente passe por momentos tão difíceis. Mas, na verdade, todos esses momentos difíceis, essas dores, esses momentos que nos fazem sofrer, estão nos fazendo crescer, amadurecer. Quando uma árvore precisa crescer, o que nós fazemos? Podamos, cortamos, arrancamos alguns galhos; e a árvore não entende muito bem isso; ela não entende porque ela está tendo os seus galhos arrancados, porque ela está sendo cortada, porque ela está sendo podada; a árvore só vai entender isso, quando ela florescer e ficar mais bonita. Assim é na vida da gente também. Nós, às vezes, não entendemos os momentos de dor, sofrimento. Na verdade são podas, podas que nos cortam, arrancam os excessos e nos fazem crescer. Lembre-se: Deus só permite que uma coisa ruim aconteça na vida da gente, se dali Ele pode tirar uma coisa bem melhor.Padre Fábio de Mello
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Meteoro
Um meteoro cruza os céus de Chelyabinsk, na Sibéria (Rússia), e explode, criando um violento deslocamento de ar que estilhaça vidraças, destelha fábricas e fere, sem gravidade, mais de 1.000 pessoas.
Então, tá, né? Ninguém morreu. Que bom!
O meteoro chegou à atmosfera com 15 metros de diâmetro, 7.000 toneladas e velocidade de 65.000 km/h, e explodiu a uma altitude de 30 quilômetros.
Agora, vejam bem: tivesse, esse mesmíssimo meteoro, explodido a míseros 10 quilômetros do solo (como aconteceu em Tunguska, também na Sibéria, em 1908), teria provocado ainda mais destruição e matado milhares de pessoas. Eu disse “matado” e disse “milhares”.
Interessante registrar que nem a NASA, nem cientista ou astrônomo de canto algum do planeta emitiu qualquer tipo de alerta sobre esse nosso visitante esquentadinho.
Isto posto, ponho-me a pensar: o que nos garante que, neste exato momento, não haja um outro, de proporções assustadoras (como o que, supostamente, extinguiu os dinossauros há 65 milhões de anos) vindo, violentamente, ao nosso encontro?
Sem querer ser alarmista, trabalho com a realidade. O pior cego é o que não quer ver. A Terra, esse nosso imenso planeta, não passa de uma pequena cabeça de alfinete solta no espaço, em meio a um número infinitesimal de outros corpos celestes, também soltos por aí. O que torna, não diminutas, as chances de um encontrão com um pedregulho resultante da explosão de uma velha estrela, oriundo dos confins do universo.
Afora isso tudo, sem a “ajuda” externa, já temos as catástrofes naturais dentro de nosso próprio planeta. Estamos, sempre, há apenas 10 segundos (ou menos) de um Tsunami, um terremoto, um tornado devastador...
Tá! Agora, chega de botar medo!
Eu disse isso tudo, mas, na verdade, o meu recado é outro. O que eu quero dizer é outra coisa.
Eu quero é falar, diretamente, a você...
A você, que odeia chegar a uma festa e encontrar uma moça com um vestido igualzinho ao seu.
A você, que tem nojo de tudo, cheio de “não-me-toques”.
A você, que só gosta de andar na moda, com roupinha de marca e Nike no pé, e se sente menos se não estiver vestido assim.
A você, que tem preconceito de cor.
A você, que não gosta quando obesos se sentam ao seu lado no ônibus.
A você, que discute no trânsito e xinga outros motoristas.
A você que, no engarrafamento, se acha esperto ao andar pelo acostamento.
A você, que vai à academia e fica se lambendo diante do espelho.
A você, que morre se não fizer as unhas no sábado.
A você, que não admite nada fora do lugar.
A você, que reclama quando chove e quando faz sol.
A você, que cobiça tudo o que é do vizinho.
A você, que compra um monte de livros, mas não lê nenhum.
A você, que se diz fluente em inglês, mas nunca saiu do verbo to be.
A você, que se mostra educado com pessoas importantes, mas humilha o faxineiro do seu prédio.
A você, que se acha intelectual por gostar de Woody Allen, Freud e Nietzsche, mas não entende nada do que eles dizem.
A você, que se descabela discutindo futebol.
A você, que grita por qualquer coisa, é grosso, trata mal aqueles que te querem bem.
A você, que escreve um monte de bobagens, mas se acha um poeta.
A você, que é soberbo.
A você, que não fala com seu pai ou irmãos.
A você, que vive longe de quem ama.
A você, que ama, mas nunca diz.
A você, que é orgulhoso.
A você, que não perdoa.
A você, que não cede o lugar.
A você, que não doa, não oferta e não empresta.
A você, que não sabe ser lume.
A você, que não é caridoso.
A você, que não ensina nada.
A você, que não sorri, que anda de cara amarrada.
A você, que agride, que morre de ciúmes.
A você, que trai covardemente.
A você, que agora, com poder, pisa nos outros.
A todos vocês, eu digo: cuidado com o meteoro que chega na calada da noite (ou do dia) sem avisar. Ele pode estar a 10 segundos daqui (ou menos) e a Nasa não pôde avisar.
Quando ele bater, nada vai sobrar. Nada mais vai importar.
Então, perde o sentido o fora que você deu, o vestido igual ao seu, o lugar que você não cedeu e o destino para o qual você correu.
O que há de pior em nosso planeta não é o risco de meteoro, somos nós.
Somos nós, que não amamos direito.
Somos nós, que não aprendemos a viver como irmãos.
Somos nós, que vivemos nos chocando (bem antes do meteoro), por tudo e por nada.
Então, desejo a você que, quando o meteoro bater (se ele bater), que você esteja ao lado daqueles que você ama, e tenha a dignidade de dizer isso a eles.
Que você esteja longe daquilo que não o faz bem, que não o engrandece. Longe das mentiras, das fofocas, da falsidade e das pequenas mesquinharias.
Que tenha deixado de dar importância àquilo que não tem nenhuma.
Que esteja bem, feliz e em paz consigo mesmo.
Que ame muito e não odeie nada.
Porque, se o meteoro, por acaso, passar direto... se o meteoro não bater... estaremos vivendo num planeta muito melhor.
Robson Cassimiro
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Reflexão
Então começa uma conversa entre os dois vizinhos:
– Ele vai comer o meu coelho!
– De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e ‘pegar’ amizade!!!
E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais.
Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de semana com a família. E não levaram o coelho. No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche tranquilamente, quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra e morto. O cão levou uma tremenda surra! Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo.
Dizia o homem:
– O vizinho estava certo. Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?!
Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
– Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:
– Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo. Parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.
– Descobriram!
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
– O que foi?! Que cara é essa?
– O coelho, o coelho…
– O que tem o coelho?
– Morreu!
– Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
– Morreu na sexta-feira!
– Na sexta?!
– Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois fica para a imaginação de cada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro.
Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado.
O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando que o fizessem ressuscitar.
E o ser humano continua julgando os outros…
A outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Histórias como essa, são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes, fazemos o mesmo…
A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer.
Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre!!!
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
Contemplação...
Hoje, tosse, febre, indisposição
Que domingo!
Tudo bem... foi por uma boa causa
Abri a janela do meu quarto agora
Olhei o céu
Uma noite limpa
As estrelas parecem diamantes brilhando sob uma lona negra
Parei no tempo nessa contemplação
Há uma que brilha mais, não sei o nome, não sei o quadrante
Não sei a que distância essa estrela está de mim
Com certeza, há quem saiba
Mas eu não preciso saber agora
A poesia não necessita dos números
Esqueço a métrica
Esqueço até a fonética
Namoro a estrela com o olhar do matuto
Um diamante flutuando no céu
Um furo de luz neste grande véu
Um minuto de poesia
Valeu o dia
Vale uma vida.
Robson Cassimiro
22/07/2019
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Terça sem sal
Hoje é mais um dia na imensidão do tempo
Uma terça-feira
Mais um dia, nada especial
Sair, entrar, ir e voltar
Acordar, trabalhar, almoçar, voltar a trabalhar...
Dos minutos são feitas as horas
Das horas, os dias
Dos dias, os meses
Dos meses, os anos
Dos anos, uma vida inteira.
Hoje, uma terça sem sal, sem graça, só mais um dia
Mas precisamos dela para chegar à quarta, para chegar ao fim-de-semana
Precisamos dela para chegar ao fim do ano, aos próximos anos...
Outrossim, este é mais um dia para amar você
Mais um dia para olhar-te nos olhos e ver-te tão linda
Porque, daqui a 40 anos, talvez meus olhos não a vejam mais
E eu terei saudades dos seus olhos
Do seu sorriso claro
Da sua tez tão delicada
Da cor dos seus cabelos
Dos seus pés, sempre frios, cobertos por meias de algodão
E até das suas rabugices, do seu destempero, da sua ansiedade, das suas manias e chatices...
E terei saudades do dia de hoje, desta terça...
O tempo presente é um presente.
Que dádiva, meu Deus, esta terça sem sal!
Robson Cassimiro
quarta-feira, 5 de junho de 2019
Nunca julgue uma mãe!
"Nunca julgue uma mãe que fica em casa com a criança como alguém que não faz nada, essa mãe faz mais coisas que a sua cabeça é capaz de imaginar! Existe com essas mães um misto de cansaço físico e mental absurdo! Com o tempo, a exaustão bate na sua porta... "Mas você ficou em casa o dia todo! você não fez nada!, só fica com a criança!" Eu acho que pessoas que reproduzem esse discurso te imaginam no sofá a tarde toda, de bobs no cabelo, fazendo as unhas, enquanto uma criança idealizada dorme sete horas seguidas ou brinca sem parar por oito horas, te permitindo fazer todas as suas obrigações da casa, com a criança e com você.
Porque sim! nós mães também existimos!, por mais que no meio disso tudo, sejamos as ultimas a serem lembradas.
Nunca diga que a vizinha não faz nada só para ficar com a criança em casa se você nunca teve de fazer uma tarefa muito simples com um ser bem pequeno pendurado na sua perna gritando freneticamente seu nome sem nenhum motivo aparente.
Aqui em casa temos dias bons, mas também temos dias de puro caos, e nesses dias queremos que os pais de nossos filhos, nossos ditos companheiros, sejam COMPANHEIROS! Não é que você passou o dia na rua que o seu direito ao descanso é maior que o meu, que fiquei cuidando da casa, até porque o meu expediente acaba na mamadeira da meia noite e começa logo as seis da manhã! Maternidade em tempo integral cansa! e merece ser respeitada como qualquer outra função."
sexta-feira, 24 de maio de 2019
quinta-feira, 16 de maio de 2019
Ser Mãe, dói!
"Aprendi que ser mãe dói.
Mas dói mesmo!
Doeu quando ainda grávida, senti um medo angustiante do meu futuro.
Doeu não me sentir pronta, preparada para receber uma criança.
Doeu ter que escolher, em meio a milhões de dúvidas, as contrações de um parto normal ou as várias camadas cortadas de uma cesárea.
Doeu perceber que o leite não desce tão rápido, que os seios ferem com a sucção e que a amamentação não era tão linda.
Doeu a incapacidade de acalmar um choro, e a culpa de simplesmente querer dormir.
Doeu abrir mão da própria vida para viver a de outro alguém. E doeu.
Aprendi também que ser mãe ensina.
Ensina a ser forte e a ser mais corajosa.
Ensina a respirar e contar até dez, mesmo que a paciência esteja por um fio.
Ensina a ter mais atenção, a se preocupar com coisas antes descartáveis.
Ensina a relaxar, a deixar os brinquedos espalhados, as panelas no fogão, e a dar um descanso para mim.
Ensina a ter mais empatia, compaixão.
A ser mais solidária. Ensina a ler as bulas dos medicamentos e fazer arranjos com balões.
Ensina a admirar os bichinhos e a se sujar.
Aprendi que ser mãe tem dois lados.
Não é fácil! É trabalho duro, sem folgas ou feriados.
Mas a recompensa é magnífica,
Aprendi a não julgar outra mãe
Assim como eu, ela tem a sua luta diária, sua batalha individual, a sua própria culpa, o seu próprio remorso.
Aprendi a entender a minha mãe.
Passei a repetir tudo que ela fazia, passei a ser mais grata a ela, a reconhecer o tamanho de tudo que ela fez por mim.
Aprendi a cuidar de mim, pois eu preciso cuidar de alguém.
Aprendi que tudo vale a pena, que tudo é justo quando se tem alguém para amar incondicionalmente."
Cinthia Oliveira (As Crônicas de Lisah)
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Século XXI
Bem vindo ao século XXI.
Aqui o sexo é livre e o amor se tornou um bolso cheio de notas.
Onde perder o celular é pior do que perder os teus valores. Onde a moda é fumar e beber, e se não fizer isso, você está obsoleto.
Onde o banheiro se tornou estúdio para fotos e a igreja, o lugar perfeito para check in.
Século XXI, onde homens e mulheres temem uma gravidez muito mais que HIV.
Onde o serviço de entrega de pizza chega mais rápido do que a ambulância.
Onde as pessoas morrem de medo de terroristas e criminosos muito mais do que temem a Deus.
Onde as roupas decidem o valor de uma pessoa e ter dinheiro é mais importante do que ter amigos ou até mesmo família.
Século XXI, onde as crianças são capazes de desistir dos seus pais pelo seu amor virtual.
Onde os pais esquecem de reunir a família à mesa para um jantar harmonioso, conversando sobre o dia a dia pois estão entretidos no seu trabalho ou celular.
Onde homens e mulheres muitas vezes, só querem relacionamentos sem obrigações e seu único "compromisso" se torna posar para fotos e postar nas redes sociais jurando amor eterno.
Onde o amor se tornou público ou uma peça de teatro.
Onde o mais popular ou o mais seguido com mais curtidas em fotos é aquele que aparenta esbanjar felicidade; aquele que posta fotos em lugares legais e badalados rodeados por "amizades vazias" com "amores incertos" e "famílias desunidas".
Onde as pessoas se esqueceram de cuidar do espírito, da alma vazia e resolveram cuidar e cultuar os seus corpos.
Onde vale mais uma lipoaspiração para ter o corpo desejado do "mundo artístico" do que um diploma universitário.
Onde uma foto na academia tem muito mais curtidas do que uma foto estudando ou praticando boas ações.
Século XXI, aqui você só sobrevive se jogar com a "razão", e você é destruído se agir com o teu coração!
quinta-feira, 9 de maio de 2019
Um estado de espírito
"A felicidade é um estado de espírito alcançado quando passamos a valorizar aquilo que temos e controlarmos a nossa ansiedade em relação aquilo que não temos."
I Ching
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Os filhos do quarto
Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares,
hoje temos perdido eles dentro do quarto!
Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los,
mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.
Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.
Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.
Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...
Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.
Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...
Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.
Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.
Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite !
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).
E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal !"
Cassiana Tardivo
Psicopedagoga
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Sarita Gonzalez
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quinta-feira, 2 de maio de 2019
Reflexões
"A violência é o desdobramento de carências afetivas e da necessidade de ser visto e notado..."
Padre Fábio de Mello
"Troque sua quaresma sem doce, refrigerante ou pão, por uma quaresma sem fofoca, maldade ou egoísmo. Para Deus e para o mundo não faz diferença você ficar sem tomar coca cola ou cerveja por quarenta dias se você continuar a ser o reflexo do inferno na vida dos outros."
Padre Fábio de Mello
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Da vida
"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela."
Fernando Pessoa
sexta-feira, 26 de abril de 2019
O que sou
"Sou um só, mas sou um.
Não posso fazer tudo
Mas posso fazer algo.
E, por não poder fazer tudo,
não vou deixar de fazer o que posso."
Edward Everett Hale
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Sarita Gonzalez
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quinta-feira, 25 de abril de 2019
Sobre a Criação
"Os nativos contam que quando Deus foi criar o homem e a mulher Ele ficou em dúvida. Valeria a pena criá-los? Na sua intuição divina, Deus suspeitava que teria problemas com o homem e a mulher mais do que qualquer ser criado, porque eles iriam faltar com a verdade e evoluir para grandes mentirosos. Deus, então, chama seus auxiliares para trocar uma ideia. Pergunta Deus à Justiça se valeria a pena criar o homem e a mulher. Ela responde que não seria uma boa ideia, uma vez que eles iriam traí-lo.
A Misericórdia, por sua vez, discordou da Justiça, dizendo que ainda que o homem e a mulher seguramente trouxessem problemas, mentindo e traindo a sua confiança, nenhum outro ser daria a Deus maior alegria em alguns momentos.
A alegria seria assim um detalhe em meio a um mar de desilusões. Sabemos pelos rabinos que Deus sempre apreciou os detalhes, Deus para, pensa e decide criar o homem e a mulher, mas decide também jogar a Misericórdia e a Verdade no chão, despedaçando-as em milhares de pedaços, lançando-as sobre a Criação, espalhando-as como pérolas ao vento sobre o mundo. Decide Deus então, cravar no coração do homem e da mulher uma paixão enlouquecida pela Misericórdia e pela Verdade, obrigando-os a buscá-las pela vida inteira, como numa sede infinita esses pedaços, sem os quais suas almas jamais teriam paz, apaixonados por conhecer a totalidade da Verdade e por sentir um pouco de Misericórdia em meio a um mundo indiferente à eles. Amém."
Luiz Felipe Pondé
(Filósofo, escritor, ensaísta. Doutor pela Universidade de SP e Université de Paris VIII)
(Filósofo, escritor, ensaísta. Doutor pela Universidade de SP e Université de Paris VIII)
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