quarta-feira, 5 de junho de 2019

Nunca julgue uma mãe!


"Nunca julgue uma mãe que fica em casa com a criança como alguém que não faz nada, essa mãe faz mais coisas que a sua cabeça é capaz de imaginar! Existe com essas mães um misto de cansaço físico e mental absurdo! Com o tempo, a exaustão bate na sua porta... "Mas você ficou em casa o dia todo! você não fez nada!, só fica com a criança!" Eu acho que pessoas que reproduzem esse discurso te imaginam no sofá a tarde toda, de bobs no cabelo, fazendo as unhas, enquanto uma criança idealizada dorme sete horas seguidas ou brinca sem parar por oito horas, te permitindo fazer todas as suas obrigações da casa, com a criança e com você.
Porque sim! nós mães também existimos!, por mais que no meio disso tudo, sejamos as ultimas a serem lembradas.
Nunca diga que a vizinha não faz nada só para ficar com a criança em casa se você nunca teve de fazer uma tarefa muito simples com um ser bem pequeno pendurado na sua perna gritando freneticamente seu nome sem nenhum motivo aparente.
Aqui em casa temos dias bons, mas também temos dias de puro caos, e nesses dias queremos que os pais de nossos filhos, nossos ditos companheiros, sejam COMPANHEIROS! Não é que você passou o dia na rua que o seu direito ao descanso é maior que o meu, que fiquei cuidando da casa, até porque o meu expediente acaba na mamadeira da meia noite e começa logo as seis da manhã! Maternidade em tempo integral cansa! e merece ser respeitada como qualquer outra função."

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Ser Mãe, dói!


"Aprendi que ser mãe dói.
Mas dói mesmo!
Doeu quando ainda grávida, senti um medo angustiante do meu futuro.
Doeu não me sentir pronta, preparada para receber uma criança.
Doeu ter que escolher, em meio a milhões de dúvidas, as contrações de um parto normal ou as várias camadas cortadas de uma cesárea.
Doeu perceber que o leite não desce tão rápido, que os seios ferem com a sucção e que a amamentação não era tão linda.
Doeu a incapacidade de acalmar um choro, e a culpa de simplesmente querer dormir.
Doeu abrir mão da própria vida para viver a de outro alguém. E doeu.
Aprendi também que ser mãe ensina.
Ensina a ser forte e a ser mais corajosa.
Ensina a respirar e contar até dez, mesmo que a paciência esteja por um fio.
Ensina a ter mais atenção, a se preocupar com coisas antes descartáveis.
Ensina a relaxar, a deixar os brinquedos espalhados, as panelas no fogão, e a dar um descanso para mim.
Ensina a ter mais empatia, compaixão.
A ser mais solidária. Ensina a ler as bulas dos medicamentos e fazer arranjos com balões.
Ensina a admirar os bichinhos e a se sujar.
Aprendi que ser mãe tem dois lados.
Não é fácil! É trabalho duro, sem folgas ou feriados.
Mas a recompensa é magnífica,
Aprendi a não julgar outra mãe
Assim como eu, ela tem a sua luta diária, sua batalha individual, a sua própria culpa, o seu próprio remorso.
Aprendi a entender a minha mãe.
Passei a repetir tudo que ela fazia, passei a ser mais grata a ela, a reconhecer o tamanho de tudo que ela fez por mim.
Aprendi a cuidar de mim, pois eu preciso cuidar de alguém.
Aprendi que tudo vale a pena, que tudo é justo quando se tem alguém para amar incondicionalmente."

Cinthia Oliveira (As Crônicas de Lisah)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Século XXI



Bem vindo ao século XXI.
Aqui o sexo é livre e o amor se tornou um bolso cheio de notas.
Onde perder o celular é pior do que perder os teus valores. Onde a moda é fumar e beber, e se não fizer isso, você está obsoleto.
Onde o banheiro se tornou estúdio para fotos e a igreja, o lugar perfeito para check in.
Século XXI, onde homens e mulheres temem uma gravidez muito mais que HIV.
Onde o serviço de entrega de pizza chega mais rápido do que a ambulância.
Onde as pessoas morrem de medo de terroristas e criminosos muito mais do que temem a Deus.
Onde as roupas decidem o valor de uma pessoa e ter dinheiro é mais importante do que ter amigos ou até mesmo família.
Século XXI, onde as crianças são capazes de desistir dos seus pais pelo seu amor virtual.
Onde os pais esquecem de reunir a família à mesa para um jantar harmonioso, conversando sobre o dia a dia pois estão entretidos no seu trabalho ou celular.
Onde homens e mulheres muitas vezes, só querem relacionamentos sem obrigações e seu único "compromisso" se torna posar para fotos e postar nas redes sociais jurando amor eterno.
Onde o amor se tornou público ou uma peça de teatro.
Onde o mais popular ou o mais seguido com mais curtidas em fotos é aquele que aparenta esbanjar felicidade; aquele que posta fotos em lugares legais e badalados rodeados por "amizades vazias" com "amores incertos" e "famílias desunidas".
Onde as pessoas se esqueceram de cuidar do espírito, da alma vazia e resolveram cuidar e cultuar os seus corpos.
Onde vale mais uma lipoaspiração para ter o corpo desejado do "mundo artístico" do que um diploma universitário.
Onde uma foto na academia tem muito mais curtidas do que uma foto estudando ou praticando boas ações.
Século XXI, aqui você só sobrevive se jogar com a "razão", e você é destruído se agir com o teu coração!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Um estado de espírito


"A felicidade é um estado de espírito alcançado quando passamos a valorizar aquilo que temos e controlarmos a nossa ansiedade em relação aquilo que não temos."
I Ching

sexta-feira, 3 de maio de 2019

O espelho


"O espelho é o meu melhor amigo porque quando eu choro ele não ri."
Chaplin

Os filhos do quarto





Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares,
hoje temos perdido eles dentro do quarto!

Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los,
mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa.

Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...

Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.

Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite !

Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).

E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal !"

Cassiana Tardivo
Psicopedagoga